BATISTAS EM MARUIM (1926-2026), Sandra Maria Natividade, Edição comemorativa ao
centenário dos Batistas em Maruim/SE, projeto Centenário – Fragmentos, Criação,
Aracaju, 2026, 220p, 32cm, ISBN 978-85-8413-742-8.
O professor Franklin Rolim de Almeida escreve as orelhas do livro
e apresenta a autora, Sandra Maria Natividade, como uma escritora que construiu
uma reputação sólida pelo rigor acadêmico e compromisso com a preservação da
memória religiosa de Sergipe.
Sandra Natividade, antes deste livro “Batistas em Maruim”
publicou um estudo aprofundado sobre a Primeira Igreja Batista de Aracaju, além
de obras tratando temas ligados à área técnico-profissional e à fé Cristã.
Batistas?
O nome aparece em 1609 (A reforma protestante de Lutero vem
de 1517) quando dois dissidentes da Igreja Anglicana inglesa, Thomas Helwys e
John Smyth, formaram uma congregação independente na qual o batismo seria por
imersão em adultos conscientes e o Estado ficava fora (imagino que a política
partidária brasileira também). Os dois pioneiros precisaram migrar para Holanda
levando alguns seguidores e, lá, a Congregação cresceu e se transformou na
Igreja Batista que chegou até nós.
No Brasil, em 1865, imigrantes sulistas derrotados na Guerra
de Secessão (1861-1865) aportaram aqui com o intuito de reconstruir suas vidas
e fortunas, criando a Colônia de Santa Bárbara do Oeste, na Província de São
Paulo. Em 1871 foi formalizada criação da Igreja Batista de Santa Bárbara do
Oeste que ficou sob o pastoreio de Richard Ratclif. Três anos depois, este
mesmo pastor, com oito companheiros da colônia, criou a loja maçônica George
Washigton.
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Somente em 15/10/1882 foi organizada a primeira Igreja Batista
do Brasil, na cidade de Salvador, com a presença de cinco missionários norte-americanos:
William Buck Bagby, Anne Luther Bagby, Zacharias Taylor, Catherine Stevens
Taylor e o ex padre nascido em Alagoas, Antônio Teixeira de Albuquerque, que foi
consagrado o primeiro pastor.
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Em Sergipe, a primeira Igreja Batista foi criada em 19/11/1913,
pelos irmãos alagoanos da cidade de Penedo, onde a igreja existia desde 1901.
A partir daí, em treze anos, foram criadas as igrejas
batistas de Aracaju, Propriá, Vila nova, Brasileira de Aracaju (a segunda na
capital) e a igreja Batista de Maruim.
Esta última, de Maruim, de que trata amiúde este livro de
Sandra Natividade, começou a ser gestada em 1924, quando membros da Primeira
Igreja Batista de Aracaju sob a liderança de José Goiaba, passou a evangelizar
no município. Em 25 de abril de 2026, sob a liderança do pastor Coriolano Costa
Duclerc, foi instalada oficialmente a Primeira Igreja Batista de Maruim, em uma
casa alugada.
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Atualmente há cerca de 90 igrejas batistas ou afiliadas no
País. Em Maruim há três.
O livro conta a luta de homens/mulheres de fé para quebrar
barreiras, ocupar espaços, fazer prosperar sua messe, salvar almas. Trata de
filosofia, obra missionária, de protagonistas (missionários, pastores,
evangelistas, etc.) e nos oferece uma rica iconografia focada em Maruim. Conta
com textos (prefácios, apresentações, orelhas) de destacadas figuras, como o Pastor
Maurílio Mendes de Farias, presidente da Convenção Batista Sergipana; a pesquisadora
e escritora Maria Lúcia Marques Cruz e Silva, presidente da Academia Maruinense
de Letras e Artes; o professor Franklin Rolim de Almeida, presidente da
Academia de Letras de Aracaju.
“Batistas em Maruim” é um ótimo livro que resgata (com admirável
empenho da autora) a memória religiosa de nosso povo, no que refere aos Cristãos
Batistas.
E os Sabatistas? Tem a ver?
Trata-se de uma variante dos Batistas ou de outras igrejas (adventistas
do sétimo dia sãos os mais famosos) que guardam o sábado como o dia de descanso
e não abrem mão.
(Antonio FJ Saracura, em 16 de julho de 2026).




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